Oscar 2022 marca avanço importante em busca por mais diversidade e inclusão

Há algumas edições, a premiação mais aguardada do cinema, vem se tornando cada vez mais diversa e abandonando as tradicionais indicações hollywoodianas. No Oscar 2021, já havia ficado evidente que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas decidiu dar um passo mais largo em direção à inclusão e diversidade, indicando e premiando uma quantidade inédita de mulheres e pessoas não-brancas.

Os últimos dois anos testemunharam efeitos dessa política de inclusão. O ápice deu-se com a eleição de Parasita como melhor filme em 2020 - inédita premiação de uma produção coreana, falada em coreano, com atores e atrizes do país asiático, trazendo uma análise original das contradições sociais da Coreia do Sul.

A mudança acontece nos bastidores também. Nos anos recentes, tem sido consistente a tentativa de aumentar a dimensão do corpo de votantes dos prêmios, incluindo pessoas não-brancas e de outras nacionalidades.

Pode-se dizer que a política global e inclusiva da Academia ainda precisa dar mostras de consistência, continuidade e abrangência - o que, claro, só se verá com o tempo.

Na Kult, já fizemos uma galeria com os indicados ao Oscar 2022, confira e saiba onde assistir os filmes. Abaixo, você confere as indicações que marcaram um avanço importante em busca por mais diversidade e inclusão.

Por seu trabalho em King Richard: Criando Campeãs, o já veterano Will Smith foi nomeado ao prêmio pela terceira vez como Melhor Ator, e pela primeira como produtor.

King Richard

O filme, sobre a infância das tenistas Venus e Serena Williams, também emplacou a nomeação da atriz Aunjanue Ellis ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, que ela disputa com a primeira atriz afro-latina já indicada à categoria, Ariana DeBose, de Amor, Sublime Amor. Abertamente queer, ela também contribui para uma maior representatividade LGBTQ+ na cerimônia, ao lado da indicada a Melhor Atriz por Spencer, Kristen Stewart.

Spencer

A indicação a Melhor Ator de Denzel Washington por A Tragédia de Macbeth o viu bater o próprio recorde como intérprete negro mais indicado ao Oscar, totalizando 10 nomeações e duas vitórias.

E nem só de raça ou sexualidade é feita a conversa sobre diversidade: astro de No Ritmo do Coração, Troy Kotsur se tornou o primeiro ator surdo já indicado a um Oscar. Ele concorre à categoria de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho ao lado da primeira atriz surda já indicada ao prêmio, Marlee Matlin, que venceu por Filhos do Silêncio (1986).

No Ritmo do Coração

Guillermo Del Toro diretor duas vezes vencedor do Oscar, representa a comunidade latina novamente com indicação a Melhor Filme para seu nostálgico thriller O Beco do Pesadelo.

O Beco do Pesadelo

Lin-Manuel Miranda, americano de ascendência porto-riquenha, pode atingir o cobiçado status EGOT (como vencedor de um Emmy, um Grammy, um Oscar e um Tony) caso sua composição “Dos Oruguitas”, de Encanto, leve a melhor na corrida por Melhor Canção Original.

Aliás, o musical animado da Disney, sobre uma família mágica que vive na Colômbia, pode também dar destaque à produtora Yvett Merino, primeira mulher latina já indicada a Melhor Filme de Animação, e que é acompanhada na quebra de recordes pela compositora Germaine Franco — primeira latina indicada ao prêmio de Melhor Trilha Sonora Original.

Encanto

Um ano depois da cineasta chinesa Chloé Zhao se tornar a primeira mulher não-branca (e segunda mulher na história) a vencer o Oscar de Melhor Direção, por Nomadland (2020), Jane Campion desponta como favorita para se tornar a terceira, por O Ataque dos Cães.

Ataque dos Cães

Enquanto isso, o diretor japonês Ryûsuke Hamaguchi pode estender as honrarias concedidas pela Academia ao cinema de raiz asiática. Com a indicação ao cineasta de Drive My Car, realizadores asiáticos têm sido nomeados para a premiação há três anos seguidos.

Drive My Car

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